Heidegger e a Destruição da Ética

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EM FORMAÇÃO

AUTOR
Cabral,Alexandre Marques
DIMENSÃO
5,82 MB
NOME DO ARQUIVO
Heidegger e a Destruição da Ética.pdf
ISBN
4907883565509

DESCRIÇÃO

"A destruição da Ética – que não se ouça neste destruir o impulso vandálico de arrasar, aniquilar, extinguir. Não se trata de querer apagar a ética do mapa da vida. Destruir fala, sim, de demolir, no sentido de desconstruir. Uma desconstrução cuidadosa que, à medida que desconstrói, reconstitui, restaura os encaixes, as articulações inerentes a constitutivas da própria construção. Assim, por esta via, refaz-se, em movimento de volta, os passos da construção e, então, reportar-se às raízes. No sentido de "novamente ir às raízes", destruir é radicalizar. Destruir, reconstruir, radicalizar, tudo isso é uma espécie de despensar o pensado, o já pensado (zerdenken, disse Heidegger em algum lugar), para com isso repensar (retomar) in statu nascendi. Destruir, desconstruir, radicalizar, despensar – é este um caminho de revigoramento, de reoxigenação. O destruir, desconstruir, despensar tem em si um real propósito revolucionário, qual seja, o de revirar, de revolver a terra do homem, que é sempre a sua determinação essencial, sua essência ou ex-sistência. Esta destruição da ética busca uma compreensão radical, isto é, essencial do homem, fundamento a partir do qual, e somente a partir do qual, é possível falar de uma ética possível e responsável. A constante destruição e o despensamento são o caminho para a insistente retomada do homem, quer dizer, da insistente retomada de seu lugar, de sua terra, de sua pátria, enfim, de seu ethos. Daí a fala de uma ética originária, sempre nascente e renascente da e na própria gênese do homem. Com Alexandre Marques Cabral nos adverte certeiramente, trata-se de um trabalho aquém ou além, seja do "dogmatismo moral", seja do "niilismo axiológico". Tal postura não é uma medida para as reais e grandes coisas do espírito. Da vida do espírito e do espírito da vida, para dizer as coisas pleonasticamente. (Gilvan Fogel)

No dia 06/09/2016, terça-feira, o Professor Doutor Marco Antônio Casanova proferirá palestra com o tema: "Heidegger e a destruição hermenêutica da ética". humanismo, de 1947, ao se referir ao enunciado de Sartre de que a exis- tência precede a essência, Heidegger afirma: "O enunciado principal do existencialismo` não tem nada em comum com aquele enunciado de Ser e tempo" (1996, p.329).Nesta carta Heidegger inclusive critica o huma- HEIDEGGER, porem, é da mais significativa importância a trans­ formação da essência da Verdade, que ele assinala operar-se no pensamento de PLATãO e tornar-se «a lei oculta» das afirmações do pensador. E são a «essência da Verdade» e o «género da sua transformação» que, no dizer de HEIDEGGER, «propriamente ontologia, Heidegger chama destruição fenomenológica (phänomenologische Destruktion)2.

Martin Heidegger e a questão da técnica: prospectos acerca do futuro do homem. Porto Alegre: Sulina, 2006, p.

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